segunda-feira, novembro 30 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

Amar o amor

Estava preparando-me para dormir quando pendurou-se-me uma idéia no trapézio de meu cérebro, começou a dar cambalhotas e despertou esta louca vontade de escrever. Escrever com ousadia. Pois na forma mais sensata de mundo, o verbo que jamais se deveria conjugar no imperativo é o verbo amar. Aprendi com o velho Brás que o amor da glória era coisa mais verdadeiramente humana que há no homem, a sua mais genuína perfeição.


Mas ame mesmo, ame muito, ame sem medo e sem vergonha! Quem disse que existe amor proibido? Amem-se o médico e paciente, o patrão e empregada, o professor e a aluna. Amem-se os heteros, homos e bi. Com bis. Amem-se o velho e o moço, o Pierrot e a colombina, a bela e a fera, o King Kong. Amem-se a rica e o pobre, a negra e o branco, América e Europa, Iraque e Estados Unidos, Brasil e Argentina. Marília e Dirceu, Brás e Virgília, Miranda e Estela. Amem-se Bentinho, Escobar e Capitu. Amem-se Pelé e Maradona, Romário e Edmundo. Amem-se Pepsi e Coca-cola, Adidas, Bandidas e Nike . Ame seus amigos e até os inimigos. Ame seu país, seus pais e filhos. Ame Deus, Jesus e Maria. Ame-se.


Pois o amor não tem idade nem profissão. Não tem lugar nem hora. Não é concreto e nem abstrato. Não é vidro, plástico ou papel. Não é ruim, nem péssimo, nem horrível. Não é mais ou menos. O amor é sublime, é lindo, é fervoroso, é esplêndido, é cordial, é louvável, é inquestionável, é de graça e transferível, é insano e saudável, é claro e enigmático, é doce, encantador e nos deixa com cara de bobos.


Mas amar é diferente. Amar é tudo isso elevado ao infinito. De que se vale o amor se não nos valermos a amar? Ame. Ame mesmo. Ame muito, agora e sempre!

terça-feira, novembro 3 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

Eu versus Eu


Fazia lua cheia que condizia com a data. Parecia até coisas de Hollywood. Atrás de outra sombra, tomei um carona, rodei a cidade, atravessei a ponte e desci no meu destino meio frustrado.

Acometida pelo álcool alucinógeno, mirei no espelho do elevador e vi que estava vestida à caráter do meu próprio mundo insano. Talvez. Dane-se a sociedade conservacionista. A madrugada ainda era minha!

Parei à porta, respirei fundo e toquei centenas de vezes aquela campainha muda que nada ressoava naquele apartamento. Pensei em desistir e ir atrás da própria sombra desta vez. Ir para casa, descansar e refletir: isso é certo? Devo eu recrutar as criaturas no meu mundo ou simplesmente deixá-las multiplicar sozinhas como deus faz com o seu? Respondi comigo: vou parar de filosofar. A porta se abriu e entrei.


Sem mais indagações... Por hoje!
quinta-feira, outubro 22 0 FAÇA UM COMENTÁRIO

Ufa...

Um mês de perrengue e nada de tempo para o blog... Acumulei tantas histórias que nem sei por onde começar... Mas vou falar aqui de uma das coisas que me tomou o tempo do mês:
Uma turma chamada Terceiro Ano B do Colégio das Irmãs...

Foi com eles que passei quinze anos da minha vida. Eu sei que saíram uns e entraram outros, mas quando a gente chega no último ano, incrivelmente reencontramos eles todos ou pelo menos a maioria... E fico lembrando e me vem aquela frase clichê: "tempos que não voltam mais"...
Desce a lágrima, sobe a nostalgia e sai o grito: somos campeões!

Vai o vídeo!





Posso ter a fama de ser sem sentimentos, mas se saudades for um deles, quebrei esse tabu!
Abraços galera!
segunda-feira, setembro 21 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

O tempo e o silêncio são realmente sábios... Eles me ensinam a esquecer, a recordar, a rir do passado que antes chorava. Perpetuam cheiros, cogelam sensções no seu determinado tempo. Foi assim que evoluí e é assim que eu espero que as pessoas cresçam... Sem esquecer o que somos, de onde viemos, se foi desta terra do sol ou da lua. Crua, como o egoísmo, fui cruel e não me arrependo.Porque o tempo me corrige e o silêncio me perdoa, ou seria o contrário. Sou assim... Meio sem o sã, mas com filosofia...profana! =0
segunda-feira, agosto 31 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

Em mi(m) maior


Meu violão quebrou
Quando toquei pela última vez
a música que tu me pediu
Sem querer o fio partiu
Desafinou, empenou, chorou
Minha alma no instante
do delírio mais excitante
solidão em mim abriu.

Mas és como a chuva
que em Teresina cai
Forte, rápida, passageira
Mas sempre volta e vai
na direção da pluma
que em mim te atrai.

Segredos que do material se apagaram
Mas que na mente permanecem
E ainda me aquecem
E fazem girar feito nossas vidas.
terça-feira, agosto 11 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

House of Cards

" I don't wanna be your friend, I just wanna be your lover.
No matter how it ends, no matter how it starts"
quarta-feira, agosto 5 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

Papel e Caneta.

Veja o verso que voa
O vento longe o soa
Volta vem veloz
As entrelinhas a agarrar.

Sempre entendes a mensagem
Finges que não é de verdade
Fazes malabarismos com a ingenuidade
Tua indiferença a me matar!
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Acasos e Propósitos



Loucas ilusões desejos incertos
Vontades manobras rubros incestos
Culpam Édipo frágil assassino rei

Impulso inconsciente psicanalítico
Sexual tranversal narcisismo
Culpam Freud infantil libido e prazer

Enigma interrogação teoria universo
Movimento errático browniano confesso
Culpa Einstein corpo espaço tempo o crer

Acasos e propósitos o mundo movem
Perguntas interligam o velho e o jovem
Mas leis são meras monotonias
Relativas a verdades e agonias.
terça-feira, agosto 4 3 FAÇA UM COMENTÁRIO

Für wiedergeboren

Mima minha rima remota
Faz caretas e marmotas
Me aflige e me emudece as botas
Paro no degrau que nunca devia ter subido.

Segue no caminho inverso da prosa
Pois há solidão, mas não me apavora
Quis fazer o certo e hoje chora
Lágrimas de amor não correspondido!
sexta-feira, julho 10 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

Doce Solidão


Estendida numa rede armada na varanda, pude enfim ouvir o silêncio da calmaria. Sozinha, satisfeita com o vazio, deixo minha mente se abrir e fecho os olhos para sentir o vento frio que me embaraça os cabelos. Coisa difícil é deixar a mente vazia. Sempre tem alguém pra pensar ou uma esfinge pra responder.

Mas que confusão! Solidão não é estar sozinho. É não conseguir tirar da cabeça quem se sente saudades. Doce solidão esta que é estar com alguém mesmo que seja apenas nos pensamentos. É a lembrança que não causa dor, que me faz rir sem motivo na mais autêntica forma de felicidade na maior prova de que o passado Veleu a Pena!!

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."




Foto: Créditos para Marcelo Camelo (Los Hermanos)
domingo, junho 28 0 FAÇA UM COMENTÁRIO

01:42


Ali
De pé, esqueci
Aquela tolice que te prometi
Mas é que não consigo evitar
Sentimento não é pra se guardar
Tu, nua, e eu na rua
Saudade sua
suada na zuada
Corri encabulada
Te pedi pra não fazer isso
Mas sei que não se importa comigo
Tentei ser teu amigo
E te dar abraços sem sentido...


"
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas LOUCURAS... Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."




quinta-feira, junho 18 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

Cacaufobia


Quando engoli meu Talento, me perdi num coma alcoólico. Na alucinação desta dimensão incerta, levei um Chokito, esqueci meus Snickers e então andei descalça e só num mundo profano, cheio de asco e de espiões que surgem de todos os cantos. No meio do caminho ouvi a multidão gritar Bis enquanto a banda passava Batom nos Garotos. Já não existe mais quem goste de Serenatas. Já não existe nem ao menos a Sensação de estar em silêncio. Todos estão correndo atrás de Diamantes Negros para obter Prestígio num montanhoso Alpino de confusões.

Quando engoli meu Talento, me esvaziei das vontades, dos Sonhos de Valsa e das aspirações. Deu vontade de comprar este lugar e ateá-lo fogo com todos estes papéis Meio Amargos rabiscados de ócio, remorso, covardia e conformismo.

Quando engoli meu Talento, joguei fora um potencial de vida longe. Escondi minhas aptidões para não me maltratar. Camuflei a Doçura para não me confundir. Pulverizei as Trufas dos triunfos e me redimi. E tudo terminou como um nó, engravatado, sufocado, esquecido.
segunda-feira, junho 15 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

Dezessete anos


Sábado, acordei com o Sol a me abraçar dizendo “Feliz Aniversário”. 17 anos. Agora vejo o quanto mudei no físico, no psíquico, no espírito e na ânsia. Eu costumava temer o mundo, criar realidades, chorar de emoção, ter dó, correr do perigo, preocupar com coisas pequenas, ter bons modos, bom gosto. Eu costumava ter fé e acreditar em deus. Religião é crença, não é saber.

Mas estes meus dezessete anos me viraram do avesso. Mostraram-me um mundo além da luz e das sombras, encheram-me de vícios e virtudes, habilidades e coragem. Criei hábitos que até então repudiava, criei minha própria moda, construí pensamentos próprios e sustento-os com alento. Aprendi a silenciar um amor e a guardar outros. Revoguei minhas jurisdições, aplaudi rebeldias, parei de planejar e comecei a aventura.

Sinto um alívio em meio de tantas pressões. Sinto o cheiro do mar a 450 km de distância. Sinto o cheiro do mato e escuto o chiar das cachoeiras. Não me arrependo das mudanças. Não tenho remorso em pensar se o que estou fazendo é certo ou errado, apenas tento me confortar, tento sair do corpo, perder o freio, curtir o último ano de minha adolescência. Apenas desafio os diversos sabores, para quando adulta tiver maturidade proveniente tanto das ideias como das experiências até poder lançar a voz e argumentar. Maturidade que meus dezessete anos não me deixaram perder a cabeça, não deixaram me perder com as indagações de Bacon e Descartes que desafortunadamente procuravam uma só verdade e como o erro é possível.

Evoluí aos moldes do séc. XXI. E continuarei evoluindo até estar no erro ou na verdade, dependerá de mim mesmo, da minha consciência, e, por isso preciso saber se posso ou não conhecer a verdade que me acabará com a evolução.
domingo, maio 31 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

Droga!(2)


Não sei se por inteligência ou por acaso, deixei o medo (ou outra coisa, não sei!) tomar conta de mim e me fazer não levar o amor a sério. Quando estive tão perto, deixei-o escapulir por entre meus dedos, como alguém que tenta segurar água com as mãos abertas. Hoje vejo que esse foi o primeiro erro.
Agora toda vez que tento tocá-lo, sinto a frieza, a distância e inconscientemente insisto em encontrar nele aquele pedaço de ternura que um dia me fez cair nesta ilusão.Foi este o segundo erro... Burrice!
E por tolice ou por desejo, continuei errando e ainda estou a errar achando que o erro será o caminho que me levará ao acerto. Ou pode ser que isso tudo seja o contrário e eu não tenha cometido erro algum, ou pode ser que apenas camuflei(-amos?!) os acertos sob os erros para não parecer frágil, nem vulnerável ou indecisos.
terça-feira, maio 26 0 FAÇA UM COMENTÁRIO

Entropia


“Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardenteO sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.Escravo Cardíaco das estrelas, Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;Mas acordamos e ele é opaco,Levantamo-nos e ele é alheio,Saímos da casa e ele é terra inteira,Mais o sistema solar, a Via Láctea e o Indefinido” – Fernando Pessoa



Tempos atrás, perturbava-me a ideia fixa de que eu tinha de desvendar de onde veio o universo, para onde essa grande massa de poeira está indo e por que todo mundo buscava teorias. Hoje me pergunto: Para quê?! Se já dizia o poeta que o mundo é indefinido, para que buscar explicação para tudo? Se o universo inteiro está ao alcance das nossas mãos sem ao menos sair de casa? Tanta tecnologia, tanta fumaça, tanta máquina... E o homem? E a filosofia, onde ficam?


Procuramos explicação para a pobreza, fome, guerras, crises financeiras. Centenas de doutores em economia, relações exteriores, diplomatas explicando o caos do mundo. Enquanto isso a cada três segundos morre uma pessoa de fome, os mulçumanos continuam sofrer atentados, casas saqueadas, pessoas assaltadas, e outras morrendo em fila de hospital. Todo mundo tentando explicar por que isso acontece na esperança de alguém aparecer, talvez o Messias, para nos salvar.



Todos temos teorias, todos temos os nossos porquês. Só não há solução. Não há Messias, não há luz no fim do túnel e Obama não é um deus. Todos estamos em casa dormindo sem nem se dar conta de quantos não têm onde dormir, o que comer, nem mesmo o que pensar. Jogamos as responsabilidades para debaixo do tapete e continuamos a ideia fixa de quem vai consertar o mundo são os Estados Unidos e os membros da ONU. Levamos uma vida egoísta e indiferente “enquanto o caos segue em frente com toda calma do mundo”. Não temos mais voz, não criticamos mais e nos desfazemos do direito da liberdade de expressão, não porque foi proibido, mas por não expressarmos mais.


E assim vão se seguindo os dias. Até o fim do mundo chegar. Entretanto, ainda não nos demos conta de que o fim já passou e esta é a nossa segunda chance. Não podemos mais errar.
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Enigma


Um amigo muito famoso, Cubas, certo dia me contou que o melhor que há quando não se resolve um enigma é sacudi-lo pela janela fora. Foi o que eu não fiz. Não lancei mão de uma toalha e nem enxotei a borboleta preta que me adejava o cérebro. Hoje estou a um passo de desvendar o mistério, mas não sei se devo ou se quero. Pois desvendá-lo é por fim na expectativa, na ânsia, na essência de uma meticulosa esfinge, é como platonismo, algo que se realizado perde a graça...Aí então não sei para onde mais caminhar. Um passo a frente me derrubaria no abismo. Um passo atrás me conduziria aos erros repetidos, e os repetir é burrice e retrocesso inaceitável. Perdida de novo?! Não... Faz parte do enigma.



“Tanto amor em mim e em ti nem tanto...”
segunda-feira, maio 25 4 FAÇA UM COMENTÁRIO

Droga!


Droga!

No canto mais obscuro da mente, onde já não há mais diferença entre sonho e imaginação, padece a euforia de um destino incerto. Uma confusão no cérebro, uma amálgama, um tumulto tão grande no racional, mas que ironicamente causa um desesperado conforto ao coração. Pois pessoas inacessíveis são diabolicamente sedutoras. Quanto mais intocáveis, maior o desafio e o desejo. Não só o desafio de atingi-las, mas o de não querer atingir, o de não conseguir desistir. Por isso confunde, tortura, bagunça e exorta um quebra-pau interior.

Pior é quando sonho, imaginação e desejo se misturam e criam uma falsa realidade. Um paradoxo terrível é encontrar alguém (atingível) e com caractrerísticas tão semelhantes às inatingíveis até mesmo no Capricho do cheiro, mas não querer tocá-las, não sentir acelerar os movimentos do miocárdio. Ter tudo o que se deseja da pessoa inatingível mas que não vem dela. Uma linha bem torta, escrita por não sei quem, criou a incerteza, ironia e sarcasmo do destino.

quinta-feira, maio 21 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

Reckoner


Calculista
Podes levá-lo com você
À dança, conforme seu prazer?


Não é de se culpar
Pelos doces perturbadores acridoces
Não ousam seu nome pronunciar
Dedicado a todos os horrores
Todos seres humanos, pecadores.
Pois somos distintos
Separados pela chuva
Como murmúrios numa praia negra
Pois estamos separados pelo destino
Pelos abismos e arcos-íris


Ah, Calculista
Leve-me contigo!
Dedicado totalmente a ti
E a todos os seres humanos...

quinta-feira, maio 14 4 FAÇA UM COMENTÁRIO

Divisão


Às vezes me pergunto o que está acontecendo comigo. Sinto meu corpo mudar, minhas ideias, minhas habilidades. Aprendi a conviver com tanta coisa esdrúxula, aprendi a aceitar as decisões dos outros, aprendi a ver as coisas sob o altruísmo. Agora me sinto leve...
Mas a minha maior lição foi aprender a dividir as pessoas umas as outras. Sem ciúmes, sem birra, sem pirraça, advogada do relacionamento aberto. Porque não fomos criados para limitar um sentimento a um só.
Não fomos criados para ser tão egocêntricos para privilegiar apenas uma só pessoa com amor, carinho, respeito e admiração. A fidelidade é a criadora da infidelidade que por sua vez é quem destrói um relacionamento até então saudável.
Tudo por causa de um egoísmo, de querer o outro só para si, de querer impor limites aos desejos, de não ter autoconfiança. Um medo incessante de perder o outro como se um dia se tivesse posse dele. Isso estraga. Estraga a amizade, a cumplicidade, a simbiose e a liberdade. E prende e sufoca e acaba. Então ambos os lados se decepcionam e vivem o pesadelo da divergência.
Por isso me convenci que aprender a viver é pôr a sabedoria em prática. É deixar de tradicionalismo e de ética estreita e então usar a astúcia em prol de si e de quem se quer estar ao lado, mesmo que este não esteja só com você, pois o bom mesmo é estar bem, estar compartilhando alegrias, estar perto sem perder a LiBeRDaDe!

***


Aprendi a dividir os outros. Difícil será eu aprender a me dividir.
=/

Quem, em nome da liberdade, renuncia a ser aquilo que devia ser, já se matou em vida: é um suicida de pé...
domingo, abril 26 0 FAÇA UM COMENTÁRIO

Somos quem podemos crer...

- Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão,
-então me entristeci e quis deixar de ser criança,
-quis deixar de acreditar nas estórias que mamãe me contava.
- Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção,
-então dei um passo à frente do vento,
-para deixar a liberdade me guiar...
- E então tudo ficou tão claro,
-tão claro que minha pupila dilatou
-tanto até que me perdi na escuridão...
sexta-feira, abril 17 3 FAÇA UM COMENTÁRIO

Quebrando Regras


Às vezes, submetemo-nos a criar regras para nós mesmos a fim de evitar sofrimento. Mas terminamos por sofrer em ter de cumpri-las e a nos arrepender por deixar os desejos de lado.

Isso se chama medo. Medo de perder e não saber se recuperar. Medo de não conseguir superar, medo de não arriscar, medo de ser ousado, medo de viver. Daí começa o tédio acompanhado de sua inseparável parceira: a monotonia. E o medo de sair da monotonia bloqueia a vontade e pensamos que não nos resta mais nada.

Isso se chama fraqueza. Fraqueza diante de um desafio, diante de um desejo, de um amigo, de uma paixão, de uma aventura. Diante do amor e do ódio. E assim passamos horas de insônia pensando como seria se a regra tivesse uma exceção, sonhando acordado com o dia em que nada mais impedir a felicidade de se manifestar.

Isso se chama covardia. Covardia de não tomar decisões, de deixar o tempo nos comandar, de não conseguir desafiar o ego. De se deixar ter medo, de se deixar ser fraco. Aonde vamos parar? A graça do viver é o incerto. O incerto é a beleza do ser. Assumir o que se quer é a realidade do nosso interior, é a satisfação da vontade, é o ser feliz e, portanto, completo.

E por isto as regras foram feitas: para nos dar realização e prazer em quebrá-las, para nos sentirmos fortes e donos de si. Afinal, somos donos do nosso nariz e regras se resumem em solidão.
quarta-feira, abril 15 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

Prove


Não sabe o que é? Pergunte. Gostou? Pesquise. Curioso? Prove. Isso se chama saborear a vida e vencer o medo. Todo amargo tem um doce no final, por isso vamos fundo até o fim raiar.

Degustar, curtir o momento sem precisar se lembrar. Mastigar cada segundo do amor, do ódio, do vento, do frio, do sol,da chuva, da cachoeira, da cerveja, da praia sem ter que os engolir, pois acabaria o encanto e acenderia monotonia. Joguemo-nas fora! Basta! Vamos brincar de ser feliz.

O gosto da felicidade não é inatingível. Indescritível, apenas. Não é fase e nem estado. É filosofia de vida. Apenas prove. Prove desafios, loucuras, ilusões, aventuras... Não nascemos seres racionais à toa. Dentro de cada ser humano existe o propósito da sobrevivência que não se limita nem se extingue, mas provoca!

Pois são os sabores que denotam o ser. Sabor do desejo, da culpa, do arrependimento, do amor, da hesitação, da saudade... são esses os que fazem o coração palpitar forte mantendo-nos vivos. Somos propriedades organolépticas, somos nada sem sentir. Não quero ser alguém que flutua rumo a velhice sem ter história (com h mesmo!) para contar aos netos, por mais bizarras que sejam.

Não morrerei esperando a morte chegar no leito de um hospital. Morrerei degustando da vida para eternamente me lembrar durante a morte, guardando os sabores para então reviver, sem sair do descanso do paraíso. Mas por que as pessoas insistem em dizer "descansou"? A vida não cansa. Deixa-nos fortes.


quinta-feira, janeiro 22 2 FAÇA UM COMENTÁRIO

A Bad Dream



- Eu não quero voar


- Sobre aquelas cidades que um dia me fizeram perder a linha


-Eu não morrerei sob aquelas nuvens


- E você que defendo com unhas e dentes


-Não amo, não amo


-I wake up, it's a bad dream


-Não há ninguém do meu lado


-Ninguém pra me confortar


-Eu lutava, lutava


-E cansei e perdi


-Eu não nasci pra lutar


-Where Will I meet my fate?


- Eu não sou homem, não nasci pra odiar


- And when will I meet my end?


- Poderíamos ser amigos como nos velhos tempos


-I wake up, it's a bad dream


-Quem está ao meu lado?


-I was fighting


- Cansei, cansei


-Eu não nasci pra perder


- Mas se você estivesse do meu lado, eu não me importaria


-Mas você se foi...


- Yeah you're long gone now...

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Politik



Eles estão olhando a Terra através do espaço sideral


Ninguém consegue encontrar um lugar


Não há tempo, não há espaço


Não há verdade e nem mentira


Não há força, calma nem controle


Apenas coração e alma


Ninguém dá amor


Ninguém dá beijos


Eles falam as suas próprias políticas

Eu não consigo abrir os olhos


Não consigo me mover


Não consigo sentir a alma

Não há nem um sequer para dar


O único é o pior


Confusões desesperadas


Sem paz de espírito


Sem confiança


Apenas não esqueça o que restou de nós


Não há força, calma ou controle


A alma e o coração já se foram


As feridas já não queimam


Os estragos já não têm mais conserto


My Love, tell me your own politik


Abra seus olhos


Tente seguir e lutar


Nada será em vão


Se você der mais que isso


Dê mais amor que isto


Give me love over this our love...

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Um sinal de Alerta





- Um sinal de alerta


- E eu perdi a melhor parte, mas ganhei a busca


- Eu comecei a procurar and the bubble burst


- So I started looking for excuses


- Venha, entre. Mas por que devo te contar em que estado eu estou?


- Por que tenho que te contar in my loudest tones?


- Não, não vou mais procurar o sinal...


- Mas a verdade é... that I miss you


- And the truth is that I miss you so...


-Um sinal de alerta


- Voltou me assombrou e eu não quis perceber


-Que você era uma ilha e eu te deixei escapar por entre meus dedos


-That you were an island to discover


- Não, não entre mais


- Não vou lhe contar em que estado eu estou


- Não vou lhe contar com meus mais altos tons


- Eu desisti de seguir os sinais


- Quando a verdade é que eu sinto sua falta


-Yeah the truth is that I miss you so


- And I'm tired... Eu não devia ter deixado você ir...


- So I crawl back into you open your arms


-Yes I...





 
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