
“Tanto amor em mim e em ti nem tanto...”
e me mostro de lá pra você...


Droga!
No canto mais obscuro da mente, onde já não há mais diferença entre sonho e imaginação, padece a euforia de um destino incerto. Uma confusão no cérebro, uma amálgama, um tumulto tão grande no racional, mas que ironicamente causa um desesperado conforto ao coração. Pois pessoas inacessíveis são diabolicamente sedutoras. Quanto mais intocáveis, maior o desafio e o desejo. Não só o desafio de atingi-las, mas o de não querer atingir, o de não conseguir desistir. Por isso confunde, tortura, bagunça e exorta um quebra-pau interior.
Pior é quando sonho, imaginação e desejo se misturam e criam uma falsa realidade. Um paradoxo terrível é encontrar alguém (atingível) e com caractrerísticas tão semelhantes às inatingíveis até mesmo no Capricho do cheiro, mas não querer tocá-las, não sentir acelerar os movimentos do miocárdio. Ter tudo o que se deseja da pessoa inatingível mas que não vem dela. Uma linha bem torta, escrita por não sei quem, criou a incerteza, ironia e sarcasmo do destino.


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