segunda-feira, junho 2 0 FAÇA UM COMENTÁRIO

Ame, ame mesmo, ame muito!



Estava preparando-me para dormir quando pendurou-se-me uma idéia no trapézio de meu cérebro, começou a dar cambalhotas e despertou esta louca vontade de escrever. Escrever com ousadia. Pois na forma mais sensata de mundo, o verbo que jamais se deveria conjugar no imperativo é o verbo amar. Aprendi com o velho Brás que o amor da glória era coisa mais verdadeiramente humana que há no homem, a sua mais genuína perfeição.


Mas ame mesmo, ame muito, ame sem medo e sem vergonha! Quem disse que existe amor proibido? Amem-se o médico e paciente, o patrão e empregada, o professor e a aluna. Amem-se os heteros, homos e bi. Com bis. Amem-se o velho e o moço, o Pierrot e a colombina, a bela e a fera, o King Kong. Amem-se a rica e o pobre, a negra e o branco, América e Europa, Iraque e Estados Unidos, Brasil e Argentina. Marília e Dirceu, Brás e Virgília, Miranda e Estela. Amem-se Bentinho, Escobar e Capitu. Amem-se Maria Paula, Ferraço, Juvenaldo ou Adalberto, Marcelo e Gyselle Pelé e Maradona, Romário e Edmundo. Amem-se Piauí Pop e micarina, Record e Globo, Pepsi e Coca-cola, Adidas, Bandidas e Nike . Ame seus amigos e até os inimigos. Ame seu país, seus pais e filhos. Ame Deus, Jesus e Maria. Ame-se.


Pois o amor não tem idade nem profissão. Não tem lugar nem hora. Não é concreto e nem abstrato. Não é vidro, plástico ou papel. Não é ruim, nem péssimo, nem horrível. Não é mais ou menos. O amor é sublime, é lindo, é fervoroso, é esplêndido, é cordial, é louvável, é inquestionável, é de graça e transferível, é insano e saudável, é claro e enigmático, é doce, encantador e nos deixa com cara de bobos.


Mas amar é diferente. Amar é tudo isso elevado ao infinito. De que se vale o amor se não nos valermos a amar? Ame. Ame mesmo. Ame muito, agora e sempre!

domingo, maio 11 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

Olhos negros

Aqueles grandes olhos negros, escondidos por óculos fundo-de-garrafa, brilhavam sempre que se deparavam diante de uma boa leitura. Liam e reliam centenas de vezes tudo o que julgava interessante e sempre guardava as preciosas informações para aplicá-las na vida.

Leituras que gerariam uma infinidade de conseqüências no futuro daqueles olhos. Chegaram até a serem expulsos de casa por entrarem em contradição com o pai. Eram desprovidos de amigos. Perambulavam sempre solitários como quem procura loucamente por um refúgio. Na faculdade, freqüentemente conversavam com seus professores. Política, economia, polêmicas... E os mestres se mantinham estáticos, calados, impressionados com o alto grau crítico que aqueles olhos dispunham.

Logo antes do término do ensino superior, conseguiram um bom emprego. O chefe os admirara até o dia em que estes grandes olhos negros, e somente eles, de uma firma de mais de mil funcionários, foram reivindicar os seus direitos trabalhistas, desconhecidos por muitos, até mesmo pelo chefe. Resultado: demissão.

Trancados em um apartamento, à luz turva de uma vela, começaram a escrever livros. Ou eles se manifestavam ou se tornariam submissos. Preferiram a primeira opção. Publicaram de críticas a romances e poesias. Em suas resenhas era típico o semblante de indignação das pessoas que liam. Não usavam apenas palavras bonitas ou citações de filósofos famosos, mas articulavam com fatos, dados reais e indeléveis de uma sociedade. Nem mesmo a revista mais renomada no país escapou aos olhos afiados. Enfrentavam poderosos, apoiavam os fracos e superavam derrotas.

Levava uma vida a estilo Olga Bernardes: perseguição, prisão, exílio. Em uma noite de lua cheia, ouvira um barulho. Pareciam fogos de artifício, mas não era. Sentira a cabeça esquentar. A noite já não era mais clara, as nuvens fecharam a lua e tudo penumbrou. As linhas retas dos paralelepípedos transformaram-se em grandes curvas sinuosas. Ouvia zumbido, sons que não sabiam de onde vinham. Levou as mãos à cabeça. Sentiu algo úmido. Pólvora, sangue... Morte.

E este é o preço que se paga por saber demais. E aqueles grandes olhos negros só queriam justiça. Só queriam ser cidadãos.


 

quarta-feira, maio 7 0 FAÇA UM COMENTÁRIO

Curiosidades da nossa língua


Como é bom compartilhar conhecimentos. Ai vai uma:
A origem da palavra camelô

A origem da palavra é o árabe khamlat , nome que se dava aos tecidos rústicos comercializados em feiras livres e apregoados aos berros pelos vendedores, os camelôs de séculos atrás. Foi quando se popularizou, na França, o verbo cameloter, vender quinquilharias, coisas de pouco valor, na palavra eloqüente e vibrante do camelô, aquele que escolhe lugar movimentado em via pública - de preferência, com intenso passa-passa - para anunciar suas mercadorias. É o vendedor ambulante que apregoa bungigangas a platéias bestificadas. Com seu poder de convencimento, muitas vezes esses verdadeiros artistas, vitoriosos no ofício, enricam e viram donos de impérios. Que o diga o magnata Sílvio Santos - que, entretanto, jamais se esqueceu do apinhado Largo da Carioca. Foi lá que começou sua fulgurante carreira.
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Abandono

Ai meu blog... Está ai na net jogado às traças, sem atualizações... Mas isso vai mudar! Vou conseguir um tempinho pra escrever algo interessante...
quinta-feira, abril 24 1 FAÇA UM COMENTÁRIO

Amizade


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

"Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre."
Albert Einstein
 
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